Nossos estudantes são protagonistas do processo de ensino-aprendizagem, seja no Ensino Híbrido, seja no Ensino Remoto

O modelo de ensino mais conhecido e praticado nas instituições de ensino é aquele em que o aluno acompanha a matéria ministrada pelo professor por meio de aulas expositivas, com aplicação de avaliações e trabalhos ao longo do ano. Nesse método, conhecido por passivo, o professor é o protagonista da educação.

Se as pessoas aprendem de formas diferentes, não podemos acreditar que a forma de ensinar deve ser a mesma para todas elas. 

Sabendo disso, novas metodologias de ensino foram testadas, entre elas a metodologia ativa.

Nesse modelo, o estudante é o personagem principal e o maior responsável pelo processo de construção do aprendizado. Com base nesse conceito, os professores do Ranieri estimulam e incentivam os alunos a aprenderem o conteúdo de forma autônoma, participativa e significativa. A aprendizagem se dá baseada em projetos, resolução de problemas complexos, estudos de caso, em pares e em grupo.

Entre os benefícios dessas metodologias estão a autonomia e confiança. Os estudantes passam a enxergar o aprendizado como algo tranquilo, ficam aptos a situações adversas, tornam-se profissionais mais qualificados, valorizados e engajados.

Quando a pandemia do covid-19 impactou as aulas presenciais, conseguimos dar continuidade a nossa proposta pedagógica a partir das tecnologias digitais, que já usávamos muito antes desse cenário desafiador.

“Essa familiaridade com as tecnologias digitais em combinação com as metodologias ativas favoreceram a continuidade do nosso trabalho, utilizando recursos que já aplicávamos em aula presencial com recursos que passamos a aplicar remotamente”, explicou Claudia Blanco Cardoso, Coordenadora Geral do Ranieri. 

Conectamos essas duas experiências de aprendizagem com foco na personalização, ou seja, respeitando as diferentes maneiras que cada estudante aprende. Antes mesmo desse cenário de pandemia, nossa escola já trazia o conceito do Ensino Híbrido, que se tornou reconhecido após a liberação gradativa das aulas presenciais.

  

O que é o Ensino Híbrido?

Segundo Lilian Bacich, especialista em educação, o Ensino Híbrido é uma abordagem que envolve a conexão entre aquilo que o aluno faz online ou mesmo off-line, mas com o uso de recursos digitais, e aquilo que ele faz presencialmente numa sala de aula física. Quando você combina essas duas experiências de aprendizagem e tem como foco a personalização, aí você está realizando o Ensino Híbrido com essa proposta de um estudante mais ativo, no centro do processo e de uma avaliação formativa.

Embora muitos tenham contato com esse termo recentemente, o Ensino Híbrido já existe há anos, desde 1960 quando nasceu no Estados Unidos e ficou conhecido como blended learning

Nessa década começou a utilização de tecnologia na sala de aula, substituindo, em partes, o protagonismo do professor ou instrutor. Porém, até metade de 1990, computadores e outros dispositivos tecnológicos eram muito caros, então, o modelo se tornava um tanto quanto insustentável. Com o avanço da criação e acesso a tais tecnologias, como a invenção do CD ROM e a disseminação da internet rápida, a utilização delas em sala de aula passou a ser intensificada cada vez mais.

No Brasil, essa realidade chegou tarde e primeiro no ensino superior a partir dos cursos de ensino à distância. Com o fechamento das escolas por decreto do Governo, em março de 2020, essa metodologia ganhou destaque por conta das adaptações necessárias ao ensino remoto e à retomada das aulas presenciais.

 

O que é o Ensino Remoto?

O Ensino Remoto intercala os momentos síncronos que acontecem simultaneamente com interação em tempo real entre aluno e professor e momentos assíncronos também online, sem relação com o tempo e espaço. Os estudantes podem assistir às aulas de qualquer lugar e em qualquer horário do dia, através das tecnologias digitais. A partir destas atividades os estudantes absorvem e produzem conteúdo, contribuindo com parte do processo ensino-aprendizagem.

É nesse momento que o Ensino Híbrido surge, na junção do modelo presencial com o modelo remoto. Como os estudantes precisam lidar diariamente com as tecnologias digitais, ora estudando em grupo, com orientação do professor, ora estudando sozinhos a partir das aulas assíncronas, eles se tornaram protagonistas do processo e desenvolvem, quase que naturalmente, as habilidades de autogestão, autonomia, capacidade para resolver problemas, entre outras.

Em nossas aulas remotas, por exemplo, continuamos aplicando as metodologias ativas, usando, inclusive, o recurso da aula invertida. “Nunca acreditamos no modelo de conhecimento centralizado no professor. A aula invertida é um exemplo disso. Sugerimos um assunto para o aluno pesquisar. No laboratório ele vivencia a prática e, ainda, faz um trabalho em sala de aula. Toda essa jornada promove o aprendizado do estudante e a participação dele mais ativa durante as aulas, sejam presenciais ou online”, explicou Claudia Blanco Cardoso, coordenadora geral pedagógica.

Conheça as ferramentas digitais utilizadas durante o nosso Ensino Remoto:

Google Meet

Utilizado para criar nossas salas de aula online.

Google Form

Esse formulário online tem sido utilizado para a entrega de trabalhos.

Padlet 

É uma ferramenta que permite criar quadros virtuais para organizar a rotina de trabalho, estudos ou de projetos pessoais.

LonelyScreen

É um aplicativo para Windows e Mac OS X que permite espelhar a tela do iPhone e iPad via tecnologia AirPlay

Geogebra

O programa permite realizar construções geométricas com a utilização de pontos, retas, segmentos de reta, polígonos e outros, assim como permite inserir funções e alterar todos esses objetos dinamicamente, após a construção estar finalizada.

Mentimeter

É um recurso digital para criar interações em tempo real, como enquetes, nuvem de palavras ou coleta de perguntas.