Conheça esse projeto do Colégio Ranieri que incentiva uma vida mais solidária e um consumo consciente.

Constantemente somos bombardeados por anúncios e propagandas, seja na televisão, nas redes sociais, nos jornais ou até entre amigos. Cumprindo seu papel, as propagandas acabam despertando a vontade de comprar determinado produto, o que se intensifica quando se está em um ambiente onde várias pessoas possuem o mesmo. 

Um artigo publicado pelo Brasil Escola afirma que a alta suscetibilidade de crianças e adolescentes serem consumistas vem, principalmente, do fato de que eles ainda estão descobrindo seu lugar na sociedade e procurando maneiras de se encaixar. É uma tentativa de se conectarem com outros por meio de posses em comum, ao invés de características e interesses.

  • O Projeto 

 Visando ensinar crianças e adolescentes sobre a importância do consumo consciente e dos malefícios do consumismo, desenvolvemos o projeto “Não se renda ao consumismo: ser é melhor”. A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental Anos Finais, Carina Coelho, explica que o projeto é promovido pela turma de 8º ano e atinge outras faixa etárias: “Queremos ensinar que o ser, o trabalho em equipe, ajudar o próximo, é melhor do que adquirir algo”. 

Desde 2018, o colégio realiza a “Feira da Bugiganga”, uma iniciativa que faz parte do projeto, e incentiva os estudantes a levarem para escola algum brinquedo ou livro, no qual não têm mais interesse. No dia da feira, eles podem escolher os objetos dos colegas para fazer a troca entre eles.

“Essa troca não só os incentiva a olhar para o que já tinham, mas também mostra que tudo em bom estado pode ser reutilizado e/ou doado”, explica Carina.

Este ano, o evento acontece entre os dias 25 a 27 de outubro.

Com ações como esta, os alunos aprendem que eles não precisam de determinado objeto para serem especiais. O fato de eles serem quem são já os tornam especiais. “A iniciativa do colégio, além de incentivar a solidariedade e a empatia, desenvolve os estudantes e os preparam para a vida, formando adultos que consomem conscientemente”, complementa.