Por que o ensino bilíngue é tão recomendado nos dias atuais?

Atualmente com o desenvolvimento de algumas Ciências, podemos entender melhor como nosso cérebro funciona. Estudos mostram que no cérebro de uma criança, os dois hemisférios (esquerdo e direito) estão mais interligados do que de um adulto, correspondendo a um desempenho muito superior, favorecendo toda e qualquer aprendizagem, entre elas a educação bilíngue.
Por isso, é de extrema importância oportunizar o contato com uma segunda língua para crianças antes dos 7 anos, pois o sistema básico de linguagem é construído nessa fase inicial e quanto mais cedo forem estimuladas ao aprendizado de uma língua estrangeira, melhor será seu desempenho, ou seja, quanto mais circuitos cerebrais forem formados, mais ganhos a criança terá em relação ao aprendizado, contribuindo para o desenvolvimento de um raciocínio ágil e perspicaz.
Uma pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP analisou a influência do bilinguismo precoce sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças. Em sua tese de doutorado, a psicóloga Elizabete Villibor Flory analisou o bilinguismo infantil. Ela se concentrou no tipo precoce, que é aquele em que a segunda língua começa a ser adquirida antes do fim da aquisição da primeira, por volta dos 3 anos.
No caso da aquisição, as duas línguas são adquiridas como maternas, o ser humano é totalmente capaz de crescer aprendendo-as, sem sobrecarga intelectual. Uma característica observada é quando a criança fala em uma língua e utiliza algumas palavras de outra. Por muito tempo, isso foi entendido como um erro na aquisição da língua, pois a criança era analisada num contexto monolíngue. “Hoje os pesquisadores entendem como um processo natural”.
A psicóloga explica que para entender o bilinguismo é preciso esclarecer seu conceito. “A maioria das pessoas acha que um bilíngue é como dois monolíngues numa única pessoa, e não é. Seria necessário que a pessoa vivesse as mesmas experiências nas duas línguas, o que não é possível”.
Foi constatado que o bilinguismo intensifica o controle inibitório ou seleção de atenção. “Isso é uma habilidade que utilizamos quando temos vários estímulos para prestar a atenção e precisamos nos focar em apenas um deles”. Além de contribuir na aceleração do desenvolvimento cognitivo, em que a criança bilíngue tem uma antecipação na percepção da relatividade dos nomes. Por exemplo, ela sabe que uma mesa pode se chamar mesa, table, tisch (alemão) ou outro nome. A criança entende que o objeto independe do nome que lhe é dado.

Texto por Regina Bregantim Catai – Coordenadora Pedagógica do Serviço Adicional e Bilíngue

Fontes: Repositorio Roca http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/3765/1/CT_CELEM_2013_1_05.pdf

http://www.usp.br/agen/?p=178

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