É comum famílias adiarem a matrícula em berçários ou na educação infantil por ainda não se sentirem seguras quanto ao papel da escola no processo de desfralde. É natural, visto que é um momento muito importante para o desenvolvimento da criança. O Doutor Cândido, consultor de saúde do Ranieri, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e convidado desta edição do RaniCast, fala sobre o desfralde e dá dicas de como lidar e ajudar os filhos neste processo.

Cândido conta que a criança geralmente começa a demonstrar sinais de que o processo de desfralde pode iniciar entre um ano e meio e dois anos pois é neste momento que ela começa a sentir a presença da urina e das fezes na fralda. Além desse fator, neste momento as crianças estão com a fala mais desenvolvida, podendo assim comunicar a vontade de ir ao banheiro ou a necessidade de trocar a fralda.

O período de transição ou de treinamento

O momento de transição da fralda para o penico é muito importante para o desenvolvimento da criança. Além de desenvolver a autonomia, é um período em que os músculos da bexiga e do ânus estão amadurecendo, sabendo se contrair e descontrair voluntariamente.

Nessa etapa, os pais e a escola devem trabalhar em sintonia quanto ao estímulo do uso do penico ou do vaso sanitário de forma livre, voluntária. Esse incentivo tem que ser simultaneamente em casa, e na escola!

Enquanto estão passando pela transição, o ideal é que as crianças usem o penico ao invés do vaso sanitário pois ela se equilibra melhor, ficando mais relaxada para fazer as necessidades tranquilamente. É importante que o penico seja introduzido à rotina antes de começar o processo de desfralde, assim a criança já fica ambientada ao objeto.

“É essencial que os pais e a escola respeitem o tempo da criança: tenham uma abordagem cuidadosa e não acelerem esse processo”, explica o doutor. “É um momento de bastante paciência e calma, é preciso entender essa etapa da vida da criança e aos poucos ela começará a entender que o penico faz parte da rotina dela.”

O uso da fralda

Durante a transição, a criança fica de fralda. Por ser algo que ela já conhece, todo o processo fica mais confortável pois ela sente que é no tempo dela.

Conforme for se desenvolvendo uma autonomia, a criança fica de fralda (por questões de segurança) e pede para ir ao banheiro. Assim, há ajuda dos pais e evita acidentes.

Aliás, os acidentes acontecem. É natural! Porém, é importante entender que após um período de transição, a tentativa de acelerar o processo pode ocasionar um retrocesso e os acidentes acabam por ter um impacto emocional na criança.

“Ao acelerar o processo, há a possibilidade de um retrocesso e a criança fica impactada emocionalmente e com vergonha da situação”, explica Cândido. “Por isso que dizemos que a criança que tem que escolher começar o processo. No tempo dela e sem pressa.”

Dicas

Para ajudar os pais nesse período tão importante, o Doutor Cândido dá 3 dicas de como fazer do desfralde algo natural:

1.Espere o momento da criança

É preciso esperar e seguir o tempo da criança. Assim, o processo fica mais natural e evita retrocessos. Cada criança tem seu próprio tempo!

2. Sintonia

É importante que haja sintonia entre todos os cuidadores da criança: pais, escola, avós etc. Assim todos sabem o quanto estimular e como ajudá-la!

3. Observe

Através de pequenos detalhes a criança demonstrará que está pronta para começar o processo do desfralde. Fique atento aos sinais!

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