Após uma pesquisa realizada em nosso Instagram (@colegioranieri), juntamos as dúvidas mais frequentes sobre o bilinguismo e respondemos nesse episódio do RaniCast!

A convidada desse episódio é a Ágata Soares, gerente de implementação da AMCO, um sistema internacional de aprendizado implementado em mais de 10 países.

  •         O bilinguismo na prática

O bilinguismo se refere a duas esferas: a individual e a social, que têm contato com outro idioma além da língua materna.

“Individualmente, tem pessoas que têm contato com o inglês em sala de aula, por meio de atividades e conteúdos, mas tem outras que estão extremamente imersas por meio de jogos, músicas, cartazes, etc.”, explica Ágata.

“Socialmente, um exemplo prático é o Brasil, que tem duas línguas oficiais, o português e a libras.”

  •         O ensino bilíngue não confunde a criança?

O ensino bilíngue consiste na aprendizagem simultânea, ou seja, as crianças terão conteúdos ministrados em português e em inglês. Ágata conta que prefere o termo “mescla” ao invés de “confusão”, visto que o segundo já está mais ligado a uma ideia negativa.

“A mescla pode acontecer, sim, pois a criança está aprendendo e conhecendo os sistemas linguísticos – estruturas, palavras, conceitos e sons. Quando há o ensino bilíngue, o aluno está passando duplamente pelo processo de aquisição da linguagem, é natural que haja uma mistura dos idiomas”, elabora Ágata.

  •         Atraso da língua materna e melhor idade para começar a estudar

Como foi mencionado anteriormente, a criança está passando duplamente pelo processo de aquisição da linguagem. Sendo assim, há uma ampliação do campo linguístico, e é uma etapa que pode exigir um pouco mais de tempo.

“Como há mais sons, mais estruturas, é natural que demande mais tempo para a criança conseguir falar fluentemente ambos os idiomas. Não é preciso se preocupar”, explica.

Quanto à idade, Ágata explica que quanto mais cedo a criança for exposta ao segundo idioma, melhor será a retenção e a pronúncia.

“Quanto mais nova a criança melhor, os neurônios estão super ativo, o cérebro delas é como uma ‘esponja’!”

  •         Dificuldades acadêmicas e aproveitamento

Outra dúvida frequente é se não há uma defasagem do aprendizado no sistema bilíngue. Primeiramente, Ágata ressalta que as crianças têm tendências para determinadas áreas, matérias que elas terão mais facilidade ou dificuldade, portanto, a melhor maneira para obter um bom aproveitamento é uma boa comunicação entre pais e escola.

“É importante que haja essa comunicação porque, às vezes, na hora da aula a criança não tem dúvida, mas tem quando chega em casa. Outras situações é onde os professores veem que há uma dificuldade, então é importante que os pais reforcem o conteúdo. É tudo uma questão de comunicação!”

Além disso, a metodologia prevista pela AMCO não é ter aulas de inglês, mas em inglês – a criança vai aprender muito mais por um processo de imersão.

“Nós falamos que o inglês é uma ‘segunda primeira língua’, vai ser tão natural quanto o português. E como dito anteriormente, quando mais cedo, melhor”, explica.

  •         Benefícios do curso bilíngue

Para Ágata, mais que aprender conceitos, há muito aprendizado por convivência e, sabendo outro idioma, é possível aprender mais de outras culturas e estar exposto a mais vivências.

“Ao aprender outro idioma, além de falar, você ainda desenvolve mais seu cérebro pois ele vai ser exposto a novos sons, conceitos e estímulos. E mais, a possibilidade de viajar para novos lugares com diferentes pessoas vai desenvolver não só habilidades sociais, mas o conhecimento de si mesmo!”

Se você quiser ver o bate-papo na íntegra, acesse o canal do Ranieri no YouTube ou ouça o podcast RaniCast, Educação em Pauta, no Spotify! No próximo episódio o tema será o dia a dia no Serviço Adicional de Período Estendido, então não esqueça de ativar as notificações para saber quando será disponibilizado!